ARGUMENTO

Novo Argumento


13.10.2021




Número 170
Outubro 2021

Índice de artigos
CINESOLAR
Bilhete-postal do cinema itinerante brasileiro
MANOEL DE OLIVEIRA
Repetições e variações Na Retina de Anabela Moutinho O ESTRANHO CASO DO FANTÁSTICO PORTUGUÊS
Rita Palma ensaia a cartografia de um género tímido no cinema português
JOSÉ CARLOS FERNANDES

Prolífico e talentoso mestre do disfarce à conversa com Edgar Pêra (e logo em dose dupla!)
MARGARITA LEDO

Entrevista exclusiva à autora de Nación, fechando o ciclo “Querida Galiza”
O PROTAGONISTA FALSIFICADO
O segundo grau da subversão narrativa por Filipe Varela
E AINDA Livros do Trimestre

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EDITORIAL
Não foi um Verão pacato. A promessa de contemplação e análise do último Argumento esgotou-se rápido, e tivemos que voltar ao plano da acção, até porque, além de uma Retoma para preparar, havia também um vistacurta de cronologia subida, este ano, e eis que chegámos, bem-vindos todos!

Todos, todos, todos, todos: esse tem sido um motivo de
reflexão importante para nós. Como abrir as portas a quem
passa por elas sem sequer espreitar lá para dentro? E a quem nem passa perto? Como fazer da sala de cinema um ponto de encontro, em todos os sentidos? Estas questões orientam a nossa prática diária como uma motivação, uma meta importante. Somos conscientes, além disso, de que abrir as portas simplesmente não é suficiente. O convite — a estar e a participar — deve ser inequívoco. Por isso, este ano, entre outros projectos e iniciativas, criámos o Prémio Primeira Vista: cinco estudantes do ensino secundário constituem um júri, que entregará ao realizador da sua curta-metragem favorita em competição no vistacurta uma escultura de Liliana Velho, a quem, também aqui, expressamos o nosso agradecimento.

De facto, é de esperar que o festival seja um momento privilegiado de encontro, e este ano com a excitação quase infantil, quase libidinosa de voltarmos a poder encher salas, comer todos juntos, dançar no fim da festa e sobretudo dar beijos e abraços cheios de cheiro, tacto e perdigotos. Com todo o cuidado, vamos desinfectar as mãos antes e depois, e colocar máscara à entrada da sala de cinema, para ninguém perceber os batons esborratados. Bem-vindos todos!

No final, vamos estar exaustos e saudosos. E é então que vamos abrir o Argumento e passar estas páginas numa transição subtil para o resto da vida. Foi por isso também que decidimos prolongar a mostra de cinema galego do festival até à sessão da semana seguinte, com o filme Nación, de Margarita Ledo, que nos concedeu uma entrevista sobre ele, aqui patente.

Além disso, temos neste número o segundo Mínimo Múltiplo Comum, de Rita Palma, desta vez — e curiosamente não totalmente alheio a um certo imaginário galego — na senda de um género fantástico português, seja por um território, uma paisagem, seja pela procura obsessiva de outra coisa (o realismo?), abrindo um espaço para o que poderia ter sido.

Há também continuações e recorrências, como sempre: a terceira parte do estudo de Filipe Varela sobre tratamentos menos ortodoxos do protagonista, concentrando-se desta vez naquilo a que chamou falsificação da personagem central; a colaboração habitual, estrutural, de Anabela Moutinho, neste número 170, tão poética e acutilante como sempre, sobre O Meu Caso, de Oliveira; e, não menos estrutural, mais um capítulo dos Arkivos Cinecomix — no Cinekosmos, mas também no Observatório, para repetir a graça do nosso número de aniversário 65.º (há já quase um ano!?!), em que convidámos Edgar Pêra a estender-se também a esta rubrica. Desta vez, com o autor de banda desenhada português com que mais se identifica, José Carlos Fernandes.

Claro que a presença do Edgar nos remeterá novamente para o vistacurta, para as Fitas Cirúrgykas, o cinekoncerto com Rui Reininho… e assim terminaremos a leitura, novamente um pouco nostálgicos.



ARQUIVO
Na edição 169 falámos com Ana Eliseu!


A outra dimensão da conversa com Tommi Musturi (edição 167)...

Na edição 166 falámos com
Dartagnan Zavalla!

 


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