ARGUMENTO

Novo Argumento


13.07.2021




Número 169
Julho 2021

Índice de artigos
A COLT IS MY PASSPORT
Máfia yakuza, western urbano ou noir japonês Na Retina de César Gomes
CINECLUB DE LAMBAYEQUE
Recebemos um Bilhete-Postal com amor, do Peru
JOHN CARPENTER
Edgar Pêra revisita o clássico cyberpunk “They Live”
ARTE M’BALE

Quando um sócio honorário do Cine Clube filmou no Namibe
MANUELA SERRA

Entrevistada por Manuel Mozos, no regresso de O Movimento das Coisas
AURORA DE F.W. MURNAU
por Fausto Cruchinho
MYSTICS IN BALI
Cinema de culto e magia negra no Subsolo de Manuel Pereira
ANA ELISEU convidada no Observatório
E AINDA Livros do Trimestre

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OBSERVATÓRIO
Mais uma janela para o Observatório.
A conversa com Ana Eliseu prolonga-se do papel para aqui!





EDITORIAL
Não que alguma vez tenha havido um número do Argumento que não fosse sobre amor ao cinema: mais até do que uma temática, essa é a sua ontologia, a sua essência, sua razão e forma de vida.

Na capa lemos Amor ao Cinema, mas podíamos ler Amor e Cinema, Amor do Cinema, Amor x Cinema ou até, à moda edgarperiana de compor palavras, Cine-Amor.

Neste número quisemos celebrar essa ideia peregrina, que é, como se não bastasse o amor por si só – lembramos António Campos e a sua Invenção do Amor, capa do número 140, de Maio de 2012, o primeiro desta já avançada nova era do Argumento –, amar o cinema. E claro que isto se reveste de diversas formas, se transfigura e decompõe: os azedumes e acasos contidos em cada gesto de afeição são matéria íntima e ímpar, só sabemos que, garantidamente, o amor nos dá o desamor fora de campo, o resto de um fragmento – ideia de que nos fala Ana Eliseu na entrevista a propósito do seu trabalho para o Observatório.

Mas sim, quisemos celebrar e discretamente convidar todos a ser um pouco Don Giovanni, folheando a sua lista de amores, em busca do capítulo onde se encontra o cinema (um Argumento psicanalítico): namoros inconsequentes, compromissos sérios, one-night stands, amizades coloridas, desilusões e fracassos, perspectivas de eternidade…

Para quebrar o gelo, uma declaração inequívoca e arrebatada: Tarkovski. Por essas páginas fora, encontraremos também quem afirme ver no cinema não mais do que um amigo, dando-nos conta de alguns episódios bonitos e transformadores de kinophilia, nomeadamente o nosso Mago Punk, no seu Cine-kosmos; e encontraremos também quem tenha “perdi[do] o gosto pelo cinema”. Note-se o artigo definido, que podia ser insignificante, mas onde nos permitimos ler alguma coisa: não é por cinema, é pelo cinema, como quem o conhece bem, e, de facto, só quem se trata por tu e atinge um certo grau de cumplicidade se pode desentender assim. Manuela Serra deu uma entrevista, já há dez anos, a Manuel Mozos, onde, sem imaginar que O Movimento das Coisas ressurgiria agora, conta aventuras e desventuras do filme, entrevista essa que reproduzimos aqui, acompanhada do testemunho do seu distribuidor, Daniel Pereira, que foi uma das pessoas que, ao que tudo indica por amor, se esforçaram por recuperar e vingar a obra e a cineasta.

Além disso, a propósito da recente digitalização, pelo ANIM, de um filme do nosso mui estimado ex-director e sócio honorário Ribeiro de Carvalho, incluímos aqui alguns apontamentos acerca do cinema amador, concretamente na “África Portuguesa”, lembrando que, como dizia Acácio de Almeida, no número 158, quando se declara “amador profissional”, o cinema é como qualquer outra coisa e corre melhor quando estamos disponíveis e nos entregamos – características que partilham amadores e amantes, uns sem interesse, os outros sem compromisso. Aurora é outro instrumento desta sessão de hipnose a que queremos sujeitar o leitor, imprescindível inspiração para o exercício de auto-análise que vai iniciar agora.



ARQUIVO
A outra dimensão da conversa com Tommi Musturi (edição 167)...


Na edição 166 falámos com
Dartagnan Zavalla!

 


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