PROGRAMAÇÃO

Programas do CCV




Constituindo a actividade regular do CINE CLUBE DE VISEU, a exibição de cinema propõe ciclos temáticos, dando a conhecer, numa perspectiva integrada, novas cinematografias e novos autores, a par com o cinema reconhecidamente clássico. Uma cultura audiovisual mais plural, diversa e independente, é o objectivo do programa desenvolvido.

1998

AS FLORES DO MAL
02 JUNHO ︎︎︎ 14 JULHO


Chunking Express
Wong Kar Wai, Hong Kong, 1994

Crash
David Cronenberg, Canadá, 1996

Cães Danados
Quentin Tarantino, EUA, 1992

Estrada Perdida
David Lynch, EUA, 1997

Ódio
Mathieu Kassovitz, França, 1995

Drácula de Bram Stoker
Francis Ford Coppola, EUA, 1992

Trainspotting
Danny Boyle, Reino Unido, 1997

1999

PETER GREENAWAY
12 JANEIRO ︎︎︎ 19 FEVEREIRO


A escolha de Greenaway para o primeiro ciclo de 1999, ainda que não tenha sido propositada, revela a orientação que norteia a nossa actividade: a divulgação e estudo de cinema de qualidade em Viseu, assumindo uma história de mais de quatro décadas e um papel que consideramos cada vez mais actual e pertinente no contexto cultural da cidade.
Da mesma forma que Greenaway afirma “if you want to tell stories, be a writer not a filmmaker” acreditamos que o ser espectador de cinema, enquanto actividade cultural, logo necessariamente social, partilhada, comunicada, implica mais empenho que a mera compra de um bilhete de cinema, implica criar critérios de exigência relativamente aos filmes que nos são propostos e implica saber que o filme não é só uma história ilustrada.

Maridos à Água
Drowning by Numbers, Grã-Bretanha, 1988

O Cozinheiro, o Ladrão, a sua Mulher e o Amante dela
The Cook, the Thief, his Wife and her Lover, Grã-Bretanha/França, 1989

Os Livros de Próspero
Prospero’s Books, Grã-Bretanha, 1991

O Bébé de Mâcon
The Baby of Mâcon, Grã-Bretanha/Holanda, 1993

O Livro de Cabeceira
The Pillow Book, Grã-Bretanha/Holanda/França, 1995



2001

WHAT'S UP WOODY ALLEN?
18 SETEMBRO ︎︎︎ 27 NOVEMBRO


Retrospectiva constituída por dez filmes do cineasta norte-americano. Iniciando-se com a sua primeira obra, “What’s up, Tiger Lily?” de 1966 (inédito em Portugal), o ciclo percorre quatro décadas da filmografia de Allen. Não se passando nada de realmente novo com Woody Allen, passa-se sempre muita coisa. A cinematografia recente prossegue ao ritmo de um filme por ano, deixando os já clássicos filmes dos anos 80 ("Ana e as suas irmãs", "A rosa púrpura do Cairo"...) mais distantes e seguros na história do cinema. O último filme agora estreado em Veneza arrastou suficiente entusiasmo para comprovar que uma produção tão intensa não sacrifica as naturais originalidades e genialidades do seu cinema. Não é estranho que assim seja: a diversidade de temas e registos narrativos, a exploração dos personagens que interpreta, a admirável direcção de actores ajudam-no a garantir a atracção e longevidade do seu cinema. O gosto artístico e, acima de tudo, a grande paixão pelo espectáculo, destacam Woody Allen de qualquer lugar cinematográfico comum.
Todos vamos sentir falta de alguns filmes seus neste ciclo, mas as dez obras a ver são a combinação possível e disponível dos gostos que Allen tem em relação ao cinema. Tudo se transforma e se revela, um cosmos construído autosignificante por se desconstruir tão naturalmente na ficção e no delírio, como no real e no terreno. Um corpo frágil mas capaz atravessa os filmes e os anos, transporta a metáfora de quem vive no cinema e faz passado e futuro nos seus filmes. Máquina do tempo, são as vozes ancestrais e um herói no ano 2000, Allen está nos filmes mas vai viver para além deles. Não sendo novidade nenhuma, é sempre bom recordá-lo.

What’s up, Tiger Lily?
EUA, 1966

Bananas
EUA, 1971

A Rosa Púrpura do Cairo
EUA, 1985

Ana e as Suas Irmãs
EUA, 1986

Balas sobre a Broadway
EUA, 1994

Poderosa Afrodite
EUA, 1995

Todos Dizem que te Amo
EUA, 1996

As Faces de Harry
EUA, 1997

Celebridades
EUA, 1998

Através da Noite
EUA, 1999

2002

VISTA PARA O MAR
16 SETEMBRO ︎︎︎ 31 OUTUBRO


As mais belas paisagens à beira mar, azul sem fim, as histórias e lendas, os sonhos nossos, a aproximação entre o mar e o homem não tem explicação. Talvez por isso não hajam muitos motivos mais caros ao cinema que o próprio mar, tendo-o por perto, a respirar marés por entre ilhas, piratas, demónios, amores. A programação do CCV não resiste a rever o mar no tempo, procurando-o em diferentes correntes.
TEMA ANCESTRAL. Da época clássica à modernidade no cinema, inúmeros realizadores, em Portugal e todo o mundo, relacionaram o mar com os seus temas, e para alguns actores o momento em que jamais os esqueceremos foi chegado ao largo, à flor ou à beira do mar. Como não lembrar o desaparecimento de Murnau uma semana antes da estreia mundial de “TABU”? E Teresa Villaverde revelada em “À FLOR DO MAR” de João César Monteiro? E Edward G. Robinson no navio pirata ghost em “O LOBO DO MAR” de outra lenda, Michael Curtiz? De Mrs Muir e o seu fantasma na metáfora perfeita sobre o mar, “THE GHOST AND MRS. MUIR”, de Mankiewickz? E a improvável viagem de Adam Sandler “EMBRIAGADO DE AMOR”?
Só era perfeito sem fim como o mar. Dadas as incomensuráveis diferenças na sua transposição para tema de ciclo, vamos dar-nos por satisfeitos por ter um mar de dez filmes, cinco da época clássica como deve ser segundo o espírito da programação cineclubista, apresentados à vez como tem de ser, maré clássica, maré contemporânea. Vai-vem constante, no mar e no cinema vamos encontrar alguns dos mais belos filmes de sempre.

Tabu, de F.W. Murnau
Tabu: a story of the south seas, EUA 1931

Às Segundas ao sol, de Fernando Aranoa
Los lunes al sol, Espanha 2002

O Desprezo, de Jean-Luc Godard
Le mépris, França 1963

I walked with a zombie, de Jacques Tourneur
EUA 1943

À flor do mar, de João César Monteiro
Portugal 1986

O lobo do mar, de Michael Curtiz
The sea wolf, EUA 1941

I know where I'm going, de Michael Powel e Emeric Pressburger
Reino Unido 1945

Embriagado de amor, de Paul Thomas Anderson
Punch drunk love, EUA 2002

O barba ruiva, de Fritz Lang
Moonfleet, EUA 1955

The ghost and Mrs. Muir, de Joseph L. Mankiewicz
EUA 1947



2004

HOMENS SOMBRA
CICLO DE ESPIONAGEM E POLÍTICA

03 ︎︎︎ 21 DEZEMBRO


Agente triplo, de Eric Rohmer
Triple Agent, França, Grécia, Itália, Espanha, 2004, 115’

A vida é um milagre, de Emir Kusturica
Life is a miracle, França, Sérvia, Montenegro, 2004, 155’

Um herói muito discreto, de Jacques Audiard
Un héros très discret, França, 1996, 107’

Bom dia, noite, de Marco Bellocchio
Buongiorno notte, Itália, 2003, 106’

O Terceiro Homem, de Carol Reed
The Third Man, Inglaterra, 1949, 104’

2005

CRÓNICAS FEMININAS
22 FEVEREIRO ︎︎︎ 29 MARÇO


Abrimos portas a um ciclo de cinema exclusivamente dedicado a realizadoras, Crónicas femininas. Transversal a várias gerações de cineastas, o ciclo parte de Marguerite Duras e Barbara Loden, nas suas obras dos anos 70 recentemente estreadas em Portugal em novas cópias, para outras realizadoras com crónicas contemporâneas, e olhares ricos sobre o cinema que em muito interessam para além da mera contingência do feminino.
Crónicas femininas apresenta obras de Jaoui, Cardoso, Martel, Coixet, e as já referidas Duras e Loden, revelando realidades bem diferentes – Argentina, Moçambique, França – em composições cinematográficas muito pessoais, diversificadas, e em certo sentido universais, para lá da sua época, história ou escola artística.

India Song, de Marguerite Duras
França, 1975, 120’

Olhem para mim, de Agnès Jaoui
Comme une image, França, Italia, 2004, 110’

Wanda, de Barbara Loden
USA, 1971, 102’

A Costa dos murmúrios, de Margarida Cardoso
Portugal, 2004, 120’

A minha vida sem mim, de Isabel Coixet
My life without me, Espanha, Canadá, 2003, 107’

A rapariga santa, de Lucrecia Martel
La Niña Santa, Argentina, França, Itália,Holanda, 2004, 106’



2007

A CIDADE E AS SERRAS
09 JANEIRO ︎︎︎ 27 FEVEREIRO


Sonhei que em Tormes se construíra uma Torre Eiffel e que em volta dela as Senhoras da Serra, as mais respeitáveis, a própria tia Albergaria, dançavam nuas, agitando no ar saca-rolhas imensos.
Eça de Queirós, A cidade e as serras

Em paris
de Christophe Honoré
Dans Paris, França, 2006, 93 min.

O Céu gira
de Mercedes Álvarez
El cielo gira, Espanha, 2004, 115 min.

Ninguém sabe
de Hirokazu Koreeda
Dare mo shiranai, Japão, 2004, 141 min.

Rebeldes de bairro
de Larry Clark
Wassup Rockers, EUA, 2005, 111 min.

Voltar
de Pedro Almodóvar
Volver, Espanha, 2006, 121 min.

Através das Oliveiras
de Abbas Kiarostami
Zire darakhatan zeyton, Irão e França, 1994, 103 min.

Os amantes regulares
de Philippe Garrel
Les amants réguliers, França, 2005, 178 min.

2008

EUROPA
08 JANEIRO ︎︎︎ 04 MARÇO


As canções de amor
Les chansons d’amour, de Christophe Honoré
França, 2007, 100’

A porta da fortuna
Nuovomundo, de Emanuele Crialese
Itália, 2006, 115’

Profissão: Repórter
Professione: reporter, de Michelangelo Antonioni
Itália, 1975, 120’

Sexualidades
En soap, de Pernille Fischer Christensen
Dinamarca, 2006, 104’

Control
de Anton Corbijn
Inglaterra, 2007, 121’

Uma lição de amor
En lektion i Karlek, de Ingmar Bergman
Suécia, 1954, 90’

A morte do Sr. Lazarescu
Moartea domnului Lazarescu, de Cristi Puiu
Roménia, 2005, 153’

Luzes no crepúsculo
Laitakaupungin Valot, de Aki Kaurismaki
Finlândia, 2007, 78’



2008

CECI N’EST PAS UNE PIPE
11 MARÇO ︎︎︎ 22 ABRIL


CECI N’EST PAS UNE PIPE é uma janela de possibilidades surrealistas sobre vários géneros e estilos cinematográficos – terror, documentário, até obras de cineastas marcantes como David Cronenberg, David Lynch, ou Luis Buñuel. No seu lugar único e incontornável, o movimento Surrealista significou para toda a arte do século XX uma profunda revolução temática, estética, e conceptual, que influenciou fortemente a literatura e a pintura, e que é grandemente responsável pelo cuidado pictórico do plano, por visões insólitas e satíricas, fuga ao mainstream e ao politicamente correcto – qualidades fundadoras do cinema como arte. Nesta fase da história, valerá a pena recuperar clássicos incontornáveis de Buñuel e Lynch, de “El ángel exterminador” a “Eraserhead”. E constatar algumas ramificações surrealistas do cinema, visíveis ora na representação da realidade em “O sabor da melancia”, “Sicko”, ora na ideia de absurdo em “A criatura”, “Promessas perigosas”, e “The Darjeeling limited”.

A criatura
Gue-mul, de Bong Joon-Ho, Coreia do Sul, 2006, 114’

Promessas Perigosas
Eastern promises, de David Cronenberg, Reino Unido, EUA, Canadá, 2007, 98’

Sicko
De Michael Moore, EUA, 2007, 123’

O Sabor da Melancia
Tian bian yi duo yun, de Tsai Ming Liang, França, Taiwan, 2005, 112’

Eraserhead – No céu tudo é perfeito
De David Lynch, EUA, 1977, 90’

O Anjo Exterminador
El angel exterminador, de Luís Buñuel, México, 1962

The Darjeeling limited
de Wes Anderson, EUA, 2007, 91’

2009

POLÍTICAS & POÉTICAS DO SOCIAL
03 MARÇO ︎︎︎ 14 ABRIL


Este ano abre-se com sinais de uma mobilização sem precedentes — e não só o ano cinematográfico. Seria difícil encontrar num passado, mesmo relativamente distante, uma tal vaga de inquietudes e revoltas face a um conjunto de fenómenos heterogéneos, mas em que as decisões de política pública desempenham um papel central, por agora terrivelmente destruidor. Trata-se aqui do ensino, do audiovisual público, da liberdade de imprensa, do conjunto de dispositivos de solidariedade colectiva e de apoio à cultura.
Jean-Michel Frodon,
Editorial (Action!) da edição de Janeiro da revista Cahiers du Cinema

Para muitos artistas e cineastas, a imagem e o audiovisual proporcionam um importante veículo de registo e reflexão sobre a sociedade, a sua organização, estruturas colectivas e princípios de funcionamento. Numa era de grande instabilidade e que provavelmente levará, ou deveria levar, a mudanças profundas, este ciclo do CCV reúne, na forma de documentário e ficção, diferentes perspectivas a propósito de algumas dicotomias sociais: mudança e resistência, ruptura e evolução, direitos individuais e normas colectivas. Com múltiplas abordagens, este ciclo percorre uma matriz que é na realidade um dos debates mais vivos, interessantes e explorados do cinema contemporâneo, o vínculo social.

O silêncio de Lorna, de Jean Luc e Pierre Dardenne
Le silence de Lorna, França, Bélgica, 2008, 105’

A onda, de Dennis Gansel
Die Welle, Alemanha, 2008, 101’

O Adeus à Brisa, de Possidónio Cachapa
Portugal, 2007, 55’
Sessão com a presença do realizador.

Natureza Morta, de Jia Zhang Ke
Still Life, China, 2006, 111’

Valsa com Bashir, de Ari Folman
Vals im Bashir, França, Israel, 2008, 90’

Mamma Roma, de Pier Paolo Pasolini
Itália, 1962, 106’

Fome, de Steve Mcqueen
Hunger, Reino Unido, 2008, 95’



2010

A VIDA POR DIANTE
23 FEVEREIRO ︎︎︎ 30 MARÇO


Os filmes propostos partem de temas associados à infância e juventude, conseguindo ao mesmo tempo captar a atenção para uma fase sensível das vidas de todos nós, e equacionar contextos histórico-sociais e, por vezes, ideias e mitos que ainda subsistem.
Apresentando vários registos (ora poéticos e oníricos, ora próximos de contextos reais e novos paradigmas contemporâneos), o programa deste ciclo remete para um campo virtual de sonhos, ambições, medos, rupturas, conquistas, onde se inscreve um quase sub-género do cinema, definido pelas reflexões e abordagens de cineastas como Charlie Chaplin, Jean Vigo, François Truffaut ou André Téchiné.

Uns belos rapazes, de Riad Sattouf
Les beaux gosses, França, 2009, 90’

Afterscholl – depois das aulas, de António Campos
EUA, 2008, 105’

Um profeta , de Jacques Audiard
Un prophète, França, 2009, 150’

Los olvidados, de Luis Buñuel
México, 1950, 80’
Sessão comentada por Etã Sobal Costa, responsável pelo Internato de Santa Teresinha.

O sítio das coisas selvagens, de Spike Jonze
Where the wild things are, EUA, 2009, 101’

O laço branco, de Michael Haneke
Das weisse band, Áustria, Alemanha, 2009, 144’

2010

CURTAS NO CINE CLUBE
20 ABRIL ︎︎︎ 04 MAIO


Três sessões dedicadas ao universo da curta-metragem, pela mão de diversos cineastas.

SESSÃO #1 SOBRE A ÁGUA
Edgar Pêra 15 ‘
Crime Abismo Azul Remorso Físico
Rodrigo Areias 16 ‘
Corrente
André Gil da Mata 23 ‘
Arca D’Água
F. J. Ossang 23 ‘
Ciel Éteint!

SESSÃO #2 POR: AGNÈS VARDA
1957 21’
Ô saisons, ô châteaux
1976 6’
Plaisir d’amour en Iran
1958 26’
Du côté de la côte
1984 12’
Les dites Cariatides
1986 3’
T’as de beaux escacaliers, tu sais
1961 5’
Les fiancés du Pont MacDonald

SESSÃO #3 DA EUROPA...
Jean Luc-Godard, França, 1957 21’
Charlotte et Veronique, ou Tous Les Garçons s’Appellent Patrick
Nanni Moretti, Itália, 1996 7’
Il Giorno della Prima di Close-Up 
Juan Solanas, França, 2003 18’
L’Homme Sans Têtel
Krzysztof Kieslowski, Polónia, 1968 16’
Koncert Zycken
Javier Fesser, Espanha, 1995 18’
El Secdleto de la Trompeta
Anders Thomas Jensen, Dinamarca, 1998 11’
Election Night



2012

FAMÍLIAS NORMAIS
MARÇO ︎︎︎ ABRIL


Sobressaem, por um lado, cineastas consagrados como Lucrecia Martel, Alexandr Sokurov e Jim Jarmusch (“O Pântano”, “Mãe e filho” e “Para além do paraíso”, respectivamente). Por outro lado, neste ciclo inspirado pela preponderância da família em seis filmes notáveis, veremos importantes obras em estreia: “O miúdo da bicicleta”, de Jean-Luc e Pierre Dardenne e “Uma separação”, de Asghar Farhadi. Completa o programa o extraordinário “As Vinhas da Ira”, obra-prima de John Ford. Que olhar sobre a família nos serve o cinema? E a família, como vai?

O Pântano La Ciénaga, de Lucrecia Martel, Argentina, 2001, 103’

Mãe e Filho de Alexandr Sokurov, Rússia, Alemanha, 1997, 73’

O Miúdo da Bicicleta Le Gamin au Vélo, de Jean-Pierre e Luc Dardenne, França, 2011, 87’

As Vinhas da Ira The Grapes of Wrath, de John Ford, EUA, 1940, 120’

Para Além do Paraíso Stranger than Paradise, de Jim Jarmusch, EUA, 1984, 89’

Uma Separação de Asghar Farhadi, Irão, 2011, 113’

2012

ANTÓNIO CAMPOS
15 ︎︎︎ 29 MAIO


Em parte devido à dificuldade de acesso aos filmes, a obra de António Campos é uma das menos divulgadas do cinema português. Só em 2000, após a sua morte, teve lugar a primeira retrospectiva nacional. Os contributos de Henrique Alves Costa, Paulo Rocha, Fernando Lopes e Manoel de Oliveira, festivais como La Rochelle, reconheceram Campos como o responsável, nos anos 50, pelo único momento de algum brilho do cinema português. Em plena década de profunda crise de criação e produção, UM TESOIRO, 1958, O SENHOR, 1959, de António Campos e O PINTOR E A CIDADE, 1956, de Manoel Oliveira, são as jóias da coroa do nosso cinema que a elas deve o não desaparecimento total.
O TESOIRO, quando visionado em Carcassone, suscitou a um espectador francês o seguinte comentário que Campos guardou na memória e relatou em entrevista: "Aprendemos mais nestes vinte minutos que em dez anos a ver as mulheres da Nazaré e o Fado".
Considerado um realizador à margem, este programa proporciona a oportunidade rara de conhecer António Campos, um cineasta excepcional que representa o instinto e a paixão pelo cinema.

A Almadraba Atuneira
Portugal, 1961, 27’

Um Tesoiro
Portugal, 1958, 14’

Gente da Praia da Vieira
Portugal, 1975, 73’

A Invenção do Amor
Portugal, 1965, 29’

Falamos de Rio de Onor
Portugal, 1974, 63’

Falamos de António Campos
de Catarina Alves Costa, Portugal, 2009, 60’



2016

WOMEN CAN TAKE IT!
05 JAN ︎︎︎ 02 FEV


Um ciclo de cinema exclusivamente dedicado a filmes marcados por notáveis papéis femininos, com olhares ricos sobre o cinema que interessam, em muito, para além da mera contingência do feminino.

Minha Mãe
Mia Madre, de Nanni Moretti, França/Itália, 2015, 106'

A Dupla Vida de Véronique  
La double vie de Véronique, de Krzystof Kieslowski, Polónia/França, 1991, 96'

Que Horas Ela Volta?
de Anna Muylaert, Brasil, 2015, 110'

Três Irmãs
San Zimei, de Wang Bing , França/Hong Kong, 150'

Persépolis
de Marjane Satrapi, Vincent Paronnaud, França/Irão, 2007, 95'

2012

FAMÍLIAS NORMAIS
05 ABRIL ︎︎︎ 10 MAIO


O cinema é uma arte exímia na possibilidade de cruzar tempos e histórias. Desafiados pela ideia de revisitação, vários realizadores tornaram o passado absolutamente central a tudo o que torna os filmes o que eles são. É este o mote para O PASSADO E O PRESENTE – e como todos os grandes filmes que olham para o passado, são filmes sobre o presente.
O PASSADO E O PRESENTE evoca, claro, Manoel de Oliveira, o mestre absoluto na manipulação do passado e da memória (ou não fosse o tempo a matéria central da sua obra). E as razões que o levaram a isso passam por aproximar o homem de uma compreensão plena do significado da existência. O ciclo de cinema, que não abandona a aposta por combinar autores consagrados e novos realizadores, decorreu em Abril e Maio de 2016.

Posto Avançado do Progresso

de Hugo Vieira da Silva, 2016

O Espelho
Zerkalo, de Andrei Tarkovski, 1975

A Assassina
de Hou Hsiao-Hsien, 2015

Nostalgia da Luz
Nostalgia for the Light, de Patricio Guzmán, 2010

Três Recordações da Minha Juventude
Trois Souvenirs de ma Jeunesse, de Arnaud Desplechin, 2015

Viagem em Itália
Viaggio in Italia, de Roberto Rossellini, 1954



2018

ON ART
20 FEVEREIRO ︎︎︎ 10 ABRIL


Há mil maneiras de falar de arte no cinema. Estas são algumas delas.

O Quadrado
Ruben Ostlund, Suécia 2017

Olhares, Lugares
Agnès Varda e Jr, França, 2017

Fellini 8 1/2
Federico Fellini, Itália, 1963

Stop Making Sense
Jonathan Demme, EUA, 1984

Loving Vincent
Dorota Kobiela e Hugh Welchman, Pol/RU, 2017

A Partir de Uma História Verdadeira
Roman Polanski, França, 2017

Rodin
Jacques Doillon, França, 2017

Barbara

Mathieu Amalric, França, 2017

2020

DO THE RIGHT THING
JANEIRO ︎︎︎ 10 FEVEREIRO


O ciclo DO THE RIGHT THING apresenta filmes inspirados pela coragem perante situações difíceis, problemas sociais, ambientais e morais, sob o olhar cruzado dos cineastas Christian Petzold, Roman Polanski, Benedikt Erlingsson e Matteo Garrone.

Graças a Deus
François Ozon, França, 2019

Made in Bangladesh
Rubaiyat Hossain, Bangladesh, 2019

Passámos Por Cá
Ken Loach, Reino Unido, 2019

Do The Right Thing
Spike Lee, EUA, 1989

Em Trânsito
Cristian Petzold, Alemanha, 2019

J'Accuse - O Oficial e o Espião
Roman Polanski, França, 2019

Mulher em Guerra
Benedikt Erlingsson, Islândia, 2018

Dogman
Mateo Garrone, Itália, 2018


O Cine Clube de Viseu oferece a todos a oportunidade de experienciar, descobrir e aprender mais sobre o mundo do cinema, audiovisual e cultura visual.
︎ Segunda a sexta, das 9h30 às 13h00 
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